Depois do escândalo dos áudios vazados, Confúcio recua e passa a defender candidatura de Raupp e Maurão

Dono de apenas 30 votos na convenção e com medo de perder indicação até para federal e ficar de fora da eleição, ex-governador prega a união do MDB após escândalo dos áudios vazados.

Cleonice Miranda 17/07/2018 21:31:04 Politica
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Foto: reprodução do site tudorondonia




Segundo o site tudorondonia, depois de expor publicamente sua verdadeira personalidade, o ex-governador Confúcio Moura recuou e voltou a encenar o papel de conciliador, tolerante e apaziguador.

No último final de semana, Confúcio revelou seu lado rancoroso e chamou seu colega de partido, o senador Valdir Raupp (MDB), de bandido e cara de pau.

Os ataques ao Senador Raupp fazem parte de uma estratégia de Confúcio – até aqui fracassada – de obrigar o líder partidário a articular para que os convencionais emedebistas escolham o ex-governador para disputar uma das duas vagas ao Senado pela legenda.

Ocorre que as lideranças do MDB já decidiram lançar apenas um candidato ao Senado, no caso, Valdir Raupp. Confúcio teria de se contentar em disputar uma das oito cadeiras na Câmara Federal. Daí a fúria do ex-chefe do Poder Executivo Estadual.

Confúcio chegou a ir a Brasília reclamar com a Executiva Nacional do partido que estaria sendo preterido na disputa interna regional, mas os caciques emedebistas, como o presidente do partido, Romero Jucá, disseram que as questões locais têm de ser resolvidas pelos próprios dirigentes no Estado.

Desalentado, Confúcio partiu para o ataque contra Raupp, complicando ainda mais sua situação, passando a correr risco, inclusive, de não obter sequer a homologação de sua candidatura a federal pelos convencionais.

É que nos oito anos que o ex-governador passou no Palácio Getúlio Vargas, nunca deu espaço para o partido, muito menos para seus filiados. Ocorre que cabe a pouco mais de uma centena destes emedebistas decidir quem pode disputar as eleições para os cargos de vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, senador, governador e até presidente da República. São os chamados convencionais.

Como sabe que não tem voto na convenção para ser candidato ao Senado – calcula-se que dos 170 votos ele obtenha, no máximo, uns trinta, Confúcio passou a falar baixinho depois de ter esculachado o senador.

Nesta terça, em seu blog, ele jogou a toalha – como se diz na luta de Boxe – após o primeiro round o ex-governador passou a defender a unidade e a união do partido, disse que seu candidato ao Governo é o deputado Maurão de Carvalho, o que todo mundo sabe que é mentira, e pregou a paz.

 “Dessa forma eu faço este apelo à toda a companheirada do Estado de Rondônia, que tem direito a voto, para consagrar a minha chapa, a Chapa da União, e a União é o deputado Maurão para governador, o senador Valdir Raupp para o Senado e o meu nome, Confúcio Moura como outro candidato ao Senado, e vamos jogar nossos nomes nas ruas para, a partir de agosto, à apreciação da população rondoniense”, disse o ex-governador voltando atrás para tentar apaziguar os ânimos dos companheiros emedebistas. Resta saber se vão realmente lançar dois candidatos ao senado no mesmo partido correndo o risco de um ficar de fora de qualquer forma.

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